Motivação na prevenção de saúde

Atualmente existe um grande interesse na educação para a saúde bucal, dentro do que se convencionou chamar de Odontologia voltada para a “promoção de saúde”, educação é de fundamental importância, pois ela visa mudanças de comportamento necessárias à manutenção e aquisição de saúde.

Na odontopediatria, a educação do paciente é um dos pontos mais altos que se tem dentro do quadro da prevenção. Os pacientes e seus responsáveis devem estar conscientes de suas necessidades e responsabilidades na manutenção da saúde.

Entretanto para conseguirmos que os pais e responsáveis aprendam a manter a saúde bucal das crianças, não basta somente transmitirmos os conhecimentos sobre a doença e como evitá-la, precisamos despertar o seu interesse , criar e desenvolver condições internas favoráveis à aprendizagem , tornando este processo prazeroso.

A educação em saúde deve ser pensada como um processo capaz de desenvolver nas pessoas a consciência critica das causas reais dos seus problemas, e ao mesmo tempo, criar uma prontidão para atuar no sentido de mudança.
A escola desempenha um papel importante, porque as crianças as freqüentam mais do que visitam um cirurgião-dentista com regularidade.

Considerando-se que aos 6 ou 7 anos de idade, já quando a maioria das crianças ingressa na escola, já apresentam grandes problemas em relação aos dentes decíduos e primeiros molares permanentes, os auxiliares de saúde que trabalham em postos de saúde e atendentes de entidades de assistência ao menor, que tem contato com crianças de 0 a 6 anos, têm um enorme potencial de orientar a população sobre os cuidados com a saúde bucal, através do seu trabalho e de visitas domiciliares.

Não podemos esquecer o papel da mídia, especialmente em nosso país, onde as crianças passam em média cinco horas assistindo à televisão e sendo estimuladas a consumir alimentos de baixo valor nutritivo e valor social elevado, como, refrigerantes, guloseimas e outros, mesmo em famílias com baixa renda.

Apesar dos avanços na área de saúde bucal, para os quais contribuíram iniciativas governamentais, como, a fluoretação da água de abastecimento e o uso de pastas fluoretadas, consideramos que há muito por se fazer em termos de práticas publicas de atendimento, especialmente nas áreas de educação e saúde. *

* Corrêa, 2011