Amamentação

Amamentação é prevenção e prevenção é informação (OMS / UNICEF)

Amamentar é um dos mais importantes movimentos que uma mulher faz em sua vida em relação ao seu filho. A decisão de gerar um filho e amamentar aquele ser tão pequenino e frágil é uma transformação e tanto na vida da mulher. Especialistas afirmam com unanimidade, que o leite materno é o alimento mais adequado e completo para o bebê pois contêm todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento, protege contra infecções e intensifica o vínculo entre mãe e filho. Esse turbilhão de mudanças gera muitas dúvidas entre as gestantes de primeira viagem. Quando começar a amamentar, como cuidar da mama sensível, qual a melhor posição da cabeça do bebê, se deve oferecer um ou os dois peitos a cada mamada, são algumas das tantas perguntas ouvidas pelo médico. Isso sem falar de alguns mitos que ainda assombram as novas mamães.

O leite materno é um excelente alimento desde os primeiros dias de vida por conter vitaminas, minerais, gorduras, açúcares e proteínas que são apropriados para o organismo do bebê. Além de possuir muitas substâncias nutritivas, também é uma ótima fonte de defesa, o que dificilmente é encontrado em outros tipos de leite.

Ficar tranqüila ajuda o leite a fluir bem. Logo o bebê vai revelar o seu estilo preferido de mamar. Daí, mãe e filho vão descobrir juntos à forma ideal.

Diante de dúvidas, problemas ou dificuldades, entre imediatamente em contato com o pediatra ou obstetra para buscar orientação. Não tenha medo ou vergonha de pedir ajuda.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a duração ideal do aleitamento materno é de seis meses, mas isso pode se prolongar enquanto a mãe produzir leite.

Para uma boa e eficiente amamentação deve haver uma boa “pega” do seio materno e para isso, uma posição confortável e relaxada da mãe. O bebê deve estar com roupas adequadas de preferência com braços e pernas livres, com o corpo voltado para a mãe e cabeça alinhada com o corpo. As mamas devem estar expostas e a mãe deve segurar a mama em forma de “C” (dedo polegar na parte superior e os outros quatro dedos na inferior), com cuidado para deixar a auréola livre e para não fazer forma de tesoura. A mãe deve estimular o bebê a pegar o seio, tocando o mamilo nos cantos do seu lábio inferior ele por reflexo abre a boca e abaixa a língua, ao pegar a auréola ele acaba sugando reflexamente. Para verificar uma boa pega observa-se:

  • A auréola foi em grande parte ou, quase toda, abocanhada (não deixar o bebê pegar só o mamilo, pois machuca o seio materno e não sai leite! O leite está guardado na auréola).
  • O queixo deve estar relativamente tocando o seio
  • A boca bem aberta
  • O lábio inferior está voltado para fora
  • A auréola está mais visível em cima da boca do que abaixo

Os principais músculos trabalhados durante a amamentação no seio materno são os orbiculares dos lábios, e quando a criança dorme, os lábios ficam fechados, favorecendo a respiração nasal.

Mitos e verdades da amamentação:

Existe leite materno fraco?

Mito. A composição do composição do leite muda de acordo com a fase da amamentação e, por isso, o leite materno tem aparências diferentes ao longo do tempo. Nos primeiros dias é chamado de colostro e sae em pequena quantidade e quase transparente. Nesses primeiros dias é normal o recém nascido perder um pouco de peso, ele perde principalmente edema (“inchaço”), mesmo que não tenha nascido com a aparência de inchado. Depois do colostro o leite, a cada mamada, sai inicialmente mais branco e “aguado” (sendo nesse momento, mais rico em anticorpos e proteínas, sendo chamado de primeiro leite) e o final, mais amarelado e espesso sendo chamado de leite posterior, ou segundo leite, (mais rico em gorduras), mais ambos são igualmente importantes e complementares, para uma boa e completa mamada!

Dessa maneira, comece em uma mama e quando sentir que ela esvaziou, passe para a outra, uma mamada completa exige que o bebê mame em ambas mamas, para isso, não deixe o bebê dormi, converse…, depois na próxima mamada comece pela mama em que o bebê terminou na mamada anterior, que estará mais cheia.

Dar de mamar em público é algo indecente?

Mentira. A mulher que está amamentando não precisa nem deve fazê-lo em casa ou escondida de ninguém. Quem se sentir ofendido pode sempre não olhar. Nenhuma criança ficará prejudicada por ver uma mãe amamentando um bebê. Elas poderão aprender que os seios têm a nobre função de alimentar um ser humano.

Posso, é bom, dar chá para o meu bebê? Os chás passam a cólica?

Mito. O chá (seja qual for) é água adocicada, com sabor! Com quase zero calorias, sem proteínas, sem lipídios e sem anticorpos, que ocupam espaços no estômago do neném, que mamará menos por isso! Dessa maneira, não se deve dar chás para os bebês que estão em aleitamento materno, nem para os que estão com outros leites. Além disso, não é verdade que passam as cólicas! Podem é causar mais, uma vez que o organismo do bebê não está preparado para receber esta água com açúcar e erva.

É proibido conviver com gatos durante a gestação?

Mito. A toxoplasmose, doença causada por um protozoário encontrado nas fezes dos gatos, pode causar seqüelas auditivas, oculares e neurológicas na criança, além de aumentar o risco de aborto. No entanto, com alguns cuidados, as gestantes podem manter contato com os felinos. Recomenda- se que outra pessoa faça diariamente a limpeza das caixas de areia dos gatos. O responsável pela tarefa precisa usar luvas e lavar bem as mãos. Deve-se também evitar carne mal passada e lavar bem frutas e verduras antes de comer. Se for trabalhar no jardim, a gestante deve usar luvas ao lidar com a terra. Isso tudo vale para as grávidas que ainda não são imunes. “Durante os exames do pré-natal, muita gente descobre que já teve toxoplasmose. Se a mulher já teve a doença, não vai ter mais”, afirma a ginecologista Simone Trojan Franco, assessora obstétrica do programa de Gestão de Doenças Crônicas do Fleury.*

* Fleury