Destaques — 10 agosto 2015
Tratamento odontológico do paciente com necessidades especiais

A saúde bucal desses indivíduos ainda é alarmante, o que representa um desafio a ser vencido pelos Cirurgiões Dentistas. O tratamento odontológico representa para muitos profissionais uma grande dificuldade, dependendo não só do paciente, como também de sua doença. É por essa razão que muitos profissionais ainda, na atualidade, indicam a anestesia geral para estes pacientes.

De acordo com nossa experiência, quase todos os pacientes especiais recebem tratamento em ambulatório ou consultório. Nosso objetivo principal é desmistificar a indicação rotineira da anestesia geral, ficando esse procedimento limitado a alguns casos.

Da mesma forma o tratamento odontológico dos pacientes com necessidades especiais, sob anestesia geral, segue, via de regra, o mesmo esquema estabelecido à criança normal.

Alguns requisitos devem ser observados antes do início do tratamento odontológico ambulatorial:

* O tratamento do paciente com necessidades especiais é preferencialmente realizado a 4 mãos (pelo profissional mais uma auxiliar treinada).

* Não se inicia nenhum tratamento, salvo casos de emergência, sem plano de tratamento executado.

* O tempo de trabalho para cada paciente deve ser considerado, sendo que consultas curtas são preferenciais.

* Nunca deixe o paciente sozinho na cadeira, principalmente crianças com pouca idade.

* Não permita que o paciente mexa nos equipamentos ou materiais odontológicos. O profissional deve impor normas e limites no inicio do tratamento, de acordo com o grau de percepção de cada paciente.

Os procedimentos odontológicos não diferem tecnicamente daquele realizado no individuo normal.

As principais diferenças estão sediadas nas características do espaço físico do consultório (seu acesso facilitado através de rampas, elevadores e ainda arquitetura das salas, que devem ter portas amplas, permitindo a passagem da cadeira de rodas e locomoção adequada dos pacientes); na análise psicológica do paciente e da família; na abordagem do próprio paciente (posicionamento deste na cadeira odontológica, tipo de comunicação a ser estabelecida e tipo de contenção a ser realizada); nos cuidados pré-operatórios em pacientes que fazem uso de medicamentos ou que necessitem de medicação no pré-operatório de tratamento odontológico); na utilização de determinados instrumentos odontológicos (abridores de boca, etc.) e, finalmente, na escolha do melhor material odontológico a ser empregado.

Desta maneira, as crianças com necessidades especiais beneficiam-se de todas as técnicas de gerenciamento comportamental, quer sejam elas não-farmacológicas ou farmacológicas, para o estabelecimento da comunicação, controle de ansiedade, medo e dor. Alguns grupos beneficiam-se das técnicas farmacológicas por apresentarem habilidades cognitivas imaturas no desenvolvimento, distúrbios neurológicos e motores, sendo incapazes de colaborar; outros, por apresentarem problemas sistêmicos e necessitarem evitar situações de estresse intenso (Guaré et AL., 2003).

* Fonte: Haddad, A.S ; Guaré, R.O; Ortega, A.O.L; Odontopediatria  8ª Edição; Editora  Santos; Cap. 47 – Pacientes com 
necessidades especiais.

“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

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Marta Meireles

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