Destaques — 10 agosto 2015
Higiene bucal em pacientes portadoras de aparelhos ortodônticos

As crianças portadoras de aparelhos ortodônticos fixos merecem atenção diferenciada, pois essa situação por si só constitue-se  em potencial maior para desenvolver lesões cariosas e doenças gengivais, pois notamos modificação da microbiota  do biofilme, com aumento significativo de bactérias, principalmente nas bandas ortodônticas ou na região de colagem dos braquetes.  Além disso com mais dificuldade de higienização correta, o aumento do número de área de retenção e a diminuição na autolimpeza teremos possivelmente possibilidade de cárie dentária e alterações gengivais. Dessa maneira, estes pacientes devem ser orientados quanto ao cuidado que devem ter na higiene bucal, e sua escovação deve ser dada em intervalos menores que aqueles normalmente preconizados.

Evidenciação de placa bacteriana

Evidenciação de placa bacteriana

 

As crianças portadoras de aparelhos removíveis também requerem mais atenção.

O profissional deve recomendar, além da higienização dos dentes, a do aparelho com a mesma freqüência.

O aparelho deve ser escovado sempre que removido da boca e antes de ser recolocado, evitando o acumulo de saliva e resíduos alimentares. O uso de escova dental de consistência dura para a higienização do aparelho apresenta melhores resultados. É importante informar ao paciente e seus pais que devem tomar muito cuidado ao higienizar os aparelhos removíveis, pois caso isso seja feito de forma inadequada poderá provocar alteração nos grampos, comprometendo o tratamento ortodôntico.

As crianças portadoras de aparelhos ortodônticos fixos devem evitar o uso de técnicas de escovação com movimentos horizontais que causam danos aos aparelhos e não são eficazes, sendo indicadas as técnicas com movimentos oblíquos. Desta forma, as cerdas são voltadas sempre para a cervical, e suas pontas são colocadas na margem livre da gengiva, formando um ângulo de 45° com o longo eixo dos dentes. As cerdas são introduzidas nos espaços interproximais e no sulco gengival, realizando-se pequenos movimentos vibratórios horizontais. Em seguida, a escova dental é deslocada no sentido oclusal ou incisivo, imprimindo-se ligeira rotação no cabo. Esses movimentos devem ser realizados, preferencialmente, em grupos de dois dentes.

Após a higienização da região entre o braquete e a margem gengival, o paciente deve proceder à escovação da região entre o braquete e a borda incisiva ou oclusal, executando o mesmo tipo de movimento e inclinação de cerdas feitos na primeira etapa.

A escova uni ou bitufo é utilizada para limpar as superfícies interproximais e sob o aparelho fixo,  locais inacessíveis à escova dental comum.

Escovação Aparelho Fixo

 

* Fonte: Pinto, A.C.G; Santos, E. M; Almeida,E.R. -  Odontopediatria  8ª Edição; Editora  Santos; Capítulo 28 
  Higiene Bucodental em Odontopediatria

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Marta Meireles

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