Destaques — 27 junho 2015
Gengivoestomatite Herpética Aguda

De origem virótica, é a estomatite que mais acomete a criança. Na verdade, é a primeira manifestação clínica do contágio pelo vírus do herpes.

Esta primo-infecção ocorre até os doze anos de idade. Na maioria das vezes, a manifestação é muito leve e passa despercebida, mas cerca de 10% dos casos são bastante dolorosos, apresentando a gengiva avermelhada, febre, mal-estar e falta de apetite.

- Localização: Gengiva, língua, palato, lábios, mucosa jugal, tonsilas, faringe posterior.

- Características clínicas: clinicamente a doença caracteriza-se por uma instalação súbita nas primeiras 48 horas freqüentemente acompanhada de febre, mal-estar, irritabilidade, dor de cabeça e boca dolorida. Um aspecto constante da doença é a linfadenopatia regional dolorosa bilateral (gânglios infartados). Essas manifestações variam de uma debilidade leve a intensa. A mucosa afetada é vermelha e edemaciada, com numerosas vesículas coalescentes que se rompem em 24 horas, deixando úlceras pequenas, dolorosas, rasas, arredondadas, recobertas por uma pseudomembrana e contornadas por um halo eritematoso.

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As úlceras podem coalescer, formando  ulcerações maiores, irregulares. Novos elementos continuam a aparecer durante os primeiros três a cinco dias. As lesões bucais generalizadas e o desconforto são mais agudos entre o terceiro e o sétimo dia. As úlceras gradualmente cicatrizam espontaneamente entre 7-14 dias, sem deixar cicatriz. Ocasionalmente, podem ocorrer lesões peribucais.

Foto 6

- Tratamento: na maioria dos casos, o tratamento é sintomático e medidas de suporte devem ser tomadas para aliviar o desconforto do paciente e prevenir a desidratação. Acentuar o uso de líquidos, desde que não sejam ácidos.

Crianças muito pequenas afetadas com severidade poderão desidratar, ficando sem condições de se alimentar. Nestes casos o internamento hospitalar será necessário para manter por via intravenosa os líquidos. Podem ser recomendados anestésicos tópicos, analgésicos para controle adequado da dor e bochechos para evitar infecção bacteriana secundária. Os pacientes devem ser instruídos a restringir o contato com as lesões ativas, para prevenir a disseminação para outros locais e pessoas.  Os esteróides devem ser evitados no tratamento de infecções virais, assim como os antibióticos, exceto nos casos de infecções bacterianas secundárias. A alimentação deverá ser pastosa, numa temperatura morna para fria.

* Fonte: Dra. Lúcia Coutinho - Odontopediatra

“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

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