Destaques — 12 novembro 2014
Dietas podem causar cárie e erosão dentária?

Cirurgiões-Dentistas devem orientar pacientes sobre a influencia de sua alimentação na saúde bucal.

Tanto a cárie como a erosão são alterações dentais dependentes da freqüência de consumo de produtos da alimentação do indivíduo. “Enquanto o desenvolvimento de lesões de cárie depende do número de vezes por dia que se ingere produtos contendo açúcar, o de erosão ocorre em função da freqüência diária em que ingerimos produtos ácidos (refrigerantes e sucos). Ambas são doenças crônicas e progressivas”, esclarece o professor titular de bioquímica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba FOP-Unicamp, Jaime Cury.

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Ele explica que com relação à cárie “é bem conhecido que se nos limitarmos a nos expor ao açúcar apenas nas refeições principais, isto é, no máximo três vezes por dia, a progressão de cárie será muito lenta. Entretanto, se ao invés de ingerirmos uma grande quantidade de calorias num bom café da manhã ou um bom almoço, dividirmos isso em pequenas refeições, a cada três horas, por exemplo, estaremos aumentando a freqüência de consumo de produtos da dieta em duas vezes. Se esses produtos ingeridos entre as refeições principais contiverem açúcar, a freqüência de exposição ao carboidrato passará de três para seis vezes por dia ou ainda maior, aumentando a chance de apresentarmos a chance de apresentarmos novas lesões de cárie. Se a pasta fluoretada estiver sendo usada para escovar os dentes, o risco é menor, mas a situação se agrava há exposição ao açúcar maior que seis vezes por dia”, esclarece.

Em relação à erosão, Jaime explica que embora não haja estudos clínicos da relação entre a freqüência de produtos ácidos e a erosão, hipoteticamente, o risco é o mesmo se os alimentos extremamente ácidos estiverem sendo usados durante as refeições”, com o agravante de que a eficácia do fluoreto em inibir a erosão não é a mesma como no caso da progressão da cárie.

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Por estas razões, o Cirurgião-Dentista tem o papel importante na orientação de seus pacientes, principalmente, no caso de pacientes que seguem a recomendação de nutricionistas de fazer pequenas refeições  a cada três horas. Com relação à erosão, pouco é conhecido, mas com relação a cárie, uma vez, Cirurgião-Dentista me relatou que havia notado novas lesões de cárie em seus pacientes que estavam com o processo de cárie estabilizado. De comum, os pacientes dele seguiam a recomendação nutricional de fazer pequenas refeições durante todo o dia.

O problema não está em fazer ou não pequenas refeições, mas no que está sendo consumido. Assim, o Cirurgião-Dentista deve solicitar ao paciente um diário dietético para saber com o que ele está substituindo a quantidade a menos de pão do café da manhã ou a menor quantidade de arroz e feijão que ele deixa de comer no almoço, por exemplo.

Não se trata de substituir seis por meia dúzia, ingerindo a mesma quantidade de caloria, mas sim conhecer a fonte dessa caloria que substitui o amido do pão, do arroz e do feijão. Quem come mais vezes por dia, geralmente busca produtos mais saborosos, e a maioria contém sacarose, o violão da cárie dentária” finaliza Jaime.

Fonte: Swelly França; Outubro 2014 – APCD jornal

“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

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Marta Meireles

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