Destaques — 01 outubro 2014
Fatores Etiológicos das Maloclusões

A alimentação dos tempos atuais também contribui para a “involução” da face, com conseqüente aumento das maloclusões.

No passado, os alimentos eram mais duros e fibrosos, exigindo um grande esforço da musculatura facial durante a mastigação. Atualmente apresentam-se pastosos e, portanto, fáces de serem consumidos com uma menor participação da musculatura facial, comprometendo o crescimento e o desenvolvimento da face.

A abordagem da etiologia das maloclusões geralmente classifica todas as causas em fatores locais ou intrínsecos. Essa classificação pode, no entanto, gerar diferentes considerações acerca de uma maloclusão entre os profissionais. Por isso, com o intuito de explicar causas das maloclusões entre os profissionais. Por isso, com o intuito de explicar as possíveis causas das maloclusões , outras classificações foram propostas.

Sugerida por Guardo refere-se às causas hereditárias e congênitas, gerais,locais e às causas proximais (hábitos bucais).

Salzmann dividiu os fatores etiológicos em pré-natais e pós-natais, observando uma influência, direta ou não, desses fatores causadores de maloclusão.

Posteriormente, Moyers sugeriu uma equação ortodôntica para a interpretação da etiologia das maloclusões. Essa equação representa uma expressão concisa do desenvolvimento de todas as deformidades dentofaciais.

Fotos

Fatores genéticos

Os estudos contemporâneos do crescimento e do desenvolvimento craniofacial e da oclusão apontam a genética e o meio ambiente como os principais fatores etiológicos das maloclusões. Determinadas características raciais e familiares podem comprometer a morfologia dentofacial de um indivíduo, por obedecerem a um padrão genético.

Não há dúvida de que a genética constitui um dos fatores etiológicos das maloclusões, e para confirmar sua determinação das semelhanças familiares.

As anomalias de tamanho dentário, representadas pelo macro e microdontia, podem gerar maloclusões como apinhamentos e diastemas, respectivamente. Na maioria das vezes, quando um indivíduo apresenta dentes maiores (macrodontia) ou menores (microdontia) do que o normal, muito provavelmente alguém da família também é ou foi portador dessa anomalia.

As anomalias de número, em sua grande maioria, são de origem genética e podem também estar associadas a deformidades congênitas como a displasia ectodérmica e a disostose cleidocraniana. Muitos autores acreditam que os dentes supranumerários e as agenesias dentárias, além de apresentarem originalmente um componente genético, também estão relacionados ao e à evolução humana, respectivamente.

* Almeida, R.R; Almeida –Pedrin,R.R.,Almeida, M.R., Garib,D.G., Pinzan, A.,Insabralde,N.M. Fatores etiológicos das maloclusões. Jorge Abrão…[et al.] Ortodontia: diagnóstico e tratamento. São Paulo: Artes Médicas,2014.

“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

Artigos Relacionados

Share

About Author

Marta Meireles

Pequena descrição falando de cada membro (médico ou colaborador) do site.

(0) RComentários dos Leitores

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>