Destaques — 13 maio 2014
Nutrição- Sua importância no crescimento e desenvolvimento orofacial

A alimentação saudável tem papel decisivo na manutenção do estado nutricional e na aquisição e desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis.

Estudos mostram que a vida intrauterina e a infância são períodos extremamente sensíveis e fatores nutricionais e metabólicos podem levar prejuízos à saúde da criança e repercussões no crescimento e desenvolvimento a longo prazo.

A saúde oral não deve ser vista de maneira isolada da saúde geral, o combate a hábitos alimentares nocivos instalados desde a primeira infância deve ser enfocado pelos profissionais de saúde que atendem essa criança e deve haver uma integração entre eles.

A importância da amamentação já foi explorada em publicações anteriores. Foi destacada a sua importância para o desenvolvimento do sistema estomatognático (que constitui a articulação têmporomandibular, ossos maxilar e mandibular, dentes, ossos cranianos, vasos, músculos e nervos). A mamadeira promove a satisfação da fome, sem a necessidade de esforço para a sucção, gerando um posicionamento inadequado da língua e estímulos musculares limitados. Isso pode levar a uma alteração das bases ósseas, antes mesmo de surgirem os dentes, favorecendo à uma maloclusão,

A partir dos 6 meses de vida, há a necessidade da alimentação complementar. No início, os alimentos oferecidos à criança devem ser bem cozidos com água suficiente para amaciá-los. Devem ser amassados com garfo e aumentando a consistência gradativamente até chegar aos 12 meses à alimentação da família. Não se deve utilizar peneiras, nem liquidificador, pois a criança deve experimentar os alimentos em suas diferentes texturas para adequado estímulo do sistema estomatognático.

Assim, os alimentos fornecidos durante os primeiros anos de vida devem ser secos (para diminuir os ciclos mastigatórios até a formação do bolo alimentar), duros (para estimular o sistema de sustentação dos dentes) e fibrosos (para a a obtenção da abrasão necessária e intensidade friccional ideal para o funcionamento do sistema). Porém, quando os alimentos fornecidos à criança não possuem essas propriedades ficam favorecidos padrões respiratórios alterados, maxila e mandíbula pouco desenvolvidos, dentes tortos e apinhados, congestão nasal predispondo às alterações oclusais.

Finalizando: tendo em vista os hábitos alimentares atuais é importante ressaltar que as refeições principais não devem ser substituídas por lanches.

Alimentos industrializados, enlatados, embutidos, ricos em gordura, sal, açúcar e aditivos devem ser evitados. E os alimentos naturais mais consistentes devem ser mais utilizados, ressaltando a importância do seu valor nutricional.

* Lúcia Coutinho

“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

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Marta Meireles

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