Destaques — 26 abril 2014
Hipoplasia de esmalte

A Hipoplasia de esmalte pode ser definida como a formação incompleta ou defeituosa da matriz orgânica do esmalte dental. Pode afetar tanto a dentição decídua como a permanente. A hipoplasia envolvendo um único dente é mais comumente observada em incisivos superiores permanentes , ou em pré-molares superiores e inferiores. As causas mais comuns dessas alterações são infecção ou trauma relacionado aos decíduos predecessores, resultando em dano dos ameloblastos do permanente sucessor. Esses dentes geralmente são denominados dentes de Turner.

Em alguns casos, a anomalia de esmalte pode estar associada a outras condições, tais como:

  • Em crianças nascidas prematuras
  • Trauma ao nascimento
  • Complicações durante e logo após o parto
  • Infecção ou traumatismos locais
  • Irradiação
  • Terapia antineoplásica
  • Palato e lábios fissurados
  • Hiperbilirrubinemia
  • Deficiências de vitaminas A, C e D, além de cálcio e fósforo
  • Doenças metabólicas, incluindo doença cardíaca congênita, renal e desordens neurológicas e hipocalcemia

A sífilis congênita produz também alterações hipoplasicas características no esmalte dos incisivos e molares permanentes em razão da infecção do germe dentário por espiroquetas. As superfícies laterais dos incisivos se afunilam mais em direção das margens incisais do que em direção das margens cervicais, dando uma aparência de “chave de fenda”, e as margens incisais geralmente apresentam uma depressão central (incisivos de Hutchinson).

Essas alterações são mais evidentes nos incisivos centrais superiores. As superfícies e os terços oclusais das coroas dos primeiros molares são recobertos por pequenas massas globulares de esmalte (molares em lua ou molares em amora). Certamente o maior impacto estético é na região anterior.

Clinicamente, as alterações hipoplásicas variam de uma pigmentação amarelada ou acastanhada do esmalte até uma extensiva escavação e irregularidade da superfície, e as coroas geralmente são menores que o normal. Essas características podem comprometer a estética, favorecer a sensibilidade dentinária e maloclusão, bem como aumentar a predisposição à cárie dentária.

É importante fazer o diagnóstico diferencial entre as hipoplasias de esmalte e as opacidades ou hipocalcificações. Porém, essa avaliação é feita pelo Odontopediatra; o encaminhamento do paciente com as características apresentadas é de valiosa ajuda para o diagnóstico e tratamento precoce da anomalia.

Fonte: Alvarez, J.A; Bönecker, M; Ferreira, S.L.M - Anomalias dentárias Cap.12; Livro: Odontopediatria para o Pediatra;
Ed.Atheneu

“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

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Marta Meireles

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