Destaques — 29 março 2014
Clareamento Dental – algumas considerações

A busca da estética tem sido acentuada nas últimas décadas. Avanços na cirurgia plástica, dermatologia, ortodontia, prótese e dentistica têm possibilitado inúmeras técnicas corretivas em busca da harmonia e simetria da face, ossos e dentes.

Em função disso, as técnicas clareadoras de dentes vitais passaram a ser procuradas nos consultórios. Os “dentes brancos” exibidos pelos profissionais da imagem, modelos e atrizes passaram a ser objeto de desejo e de consumo. No entanto, como qualquer outra técnica operatória, ela precisa ser bem indicada para que seja segura e com o mínimo de efeitos adversos.

O clareamento dentário é uma técnica conservadora comparada a outras técnicas invasivas na reabilitação estética e cosmética. Utiliza-se como agentes clareadores, o peróxido de carbamida e o peróxido de hidrogênio. Na verdade, o peróxido de carbamida se transforma posteriormente em peróxido de hidrogênio, que é o real clareador.

Diversos estudos têm sido feitos quanto aos efeitos deletérios dos agentes clareadores quanto a resposta do complexo dentino-pulpar e das estruturas de suporte dos dentes que receberam tal intervenção. Entre elas destacam-se:

* Diminuição da resistência do remanescente dental.

* Infiltração marginal.

* Reabsorção dentária externa e interna.

* Sensibilidade pós-operatória.

* Insucesso, carcinogênese bucal e diminuição da resistência adesiva após clareamento dentário.

Isso tudo em função dos riscos advindos dos radicais livres liberados pelos peróxidos na potencialização de alterações celulares.

O clareamento externo via esmalte vestibular está indicado para os casos de dentes polpados, na técnica do clareamento caseiro com moldeira individual (peróxido de carbamida a 10% ou 15%) ou na técnica do consultório, sob isolamento absoluto (peróxido de hidrogênio a 30% ou peróxido de carbamida a 35%), geralmente com emprego da utilização de materiais à base de peróxido de hidrogênio ativado por fontes de luz ou calor.

O clareamento é feito pela substância química, as fontes de calor ou luz só ativam o processo. Algumas considerações devem ser feitas sobre o potencial oxidativo dos peróxidos: todos os tecidos podem ser oxidados, devido aos produtos do metabolismo aeróbico; o estresse oxidativo depende não só da magnitude da aplicação, mas da capacidade antioxidativa de cada tecido, variável de indivíduo para indivíduo.

Para uma maior segurança, alguns critérios devem ser preenchidos:

* Há uma predileção pelo uso de clareadores de baixa concentração.

* Não se aplica agentes clareadores em tecido inflamado.

* O agente clareador não deve entrar em contato com os tecidos moles (tomar cuidado na utilização das moldeiras ou isolamento, quando for usar no consultório), pois provoca queimaduras químicas de potencial cancerizável.

A queda da resistência adesiva em dentes recém clareados pode ser contornada por meio da realização de restaurações adesivas com período de tempo prolongado por, no mínimo, 7 dias após realização do final do tratamento clareador, tempo necessário mínimo para a redução dos radicais oxidativos presentes na estrutura dental.

* Fonte: Lúcia Coutinho

“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

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Marta Meireles

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