Destaques — 07 janeiro 2014
O uso de enxaguatórios bucais

Os enxaguatórios bucais têm sido utilizados no controle químico de placa ou biofilme bacteriano como substitutos ou adjuntos aos procedimentos mecânicos, que incluem a escovação e uso de fio dental. Além disso, são facilitadores para a veiculação de compostos ativos para o tratamento de afecções específicas. Em geral, os antissépticos bucais, não apresentam composição complexa; o diferencial neste tipo de produto é a sua eficácia antimicrobiana considerando os compostos ativos presentes, associados ou não a compostos de flúor.

Os enxaguatórios bucais vêm conquistando cada vez mais espaço. Nos últimos anos, está incluído entre os produtos cujas vendas mais cresceram em volume.

No Brasil, os enxaguatórios bucais são categorizados como produtos de higiene pessoal e cosméticos, sendo as formulações que apresentam indicações específicas, como antissépticos, antiplaca e de uso infantil, classificadas como produtos de grau dois e demandam a comprovação da sua segurança e eficácia antimicrobiana.

A placa ou biofilme bacteriano é um componente importante no desenvolvimento da doença periodontal e da cárie dentária.

O biofilme pode causar alterações de maior ou menor intensidade, em função da susceptibilidade e informação genética de cada indivíduo.

A higienização bucal, por meio da escovação e fio dental, é totalmente capaz de desestruturar a placa bacteriana e removê-la. No entanto, existem situações especiais em que a dificuldade de higienização é notória e há necessidade do auxílio de um efetivo controle do biofilme bacteriano por um agente químico. São situações como a de pacientes internados, pós-cirurgicos, fissurados labiopalatais e pacientes em tratamento ortodôntico.

Entre os principais enxaguatórios bucais do mercado destacam-se as seguintes substâncias ativas na formulação: o triclosan (presente no colgate total plax, sanfill morango, sorriso fresh mentol impact entre outros), agentes fenólicos (presente no Listerine), cloreto de cetilperidínio (presentes no Cepacol, Oral B com flúor, Malvona) e gluconato de clorexedina (Periogard, Parodontax, Perioxidin).

Vale lembrar, que estas substâncias possuem efeitos indesejáveis sob uso prolongado, portanto devem ser utilizados sob indicação profissional.

O triclosan apresenta baixa toxicidade, para aumentar sua eficácia antimicrobiana é usado adicionado a um copolímero para aumentar sua retentividade e ao citrato de zinco para potencializar seu efeito.

Os agentes fenólicos tem como efeitos indesejáveis a sensação de queimação, gosto desagradável.

O cloreto de cetilperidínio pode provocar  manchamento dos dentes e língua e irritação na mucosa oral, especialmente em pessoas com baixa salivação.

O gluconato de clorexedina pode provocar manchamento de dentes, alteração da sensação de paladar e aumento dos depósitos calcificados supragengivais .

O uso em crianças deve ser criterioso, por curto período e formulações sem álcool. O álcool presente em várias formulações pode causar injúrias ao tecido bucal.

Portanto, os enxaguatórios bucais são muito úteis para situações específicas, em que o controle de biofilme está prejudicado, no entanto, seu uso não deve ser indiscriminado.

* Lúcia Coutinho

 “As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

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