Destaques — 07 janeiro 2014
O uso da sedação consciente em odontologia

Efetivamente, poucas pessoas, sobretudo crianças, podem apresentar um tratamento odontológico sem apresentar um grau mínimo de apreensão e ansiedade, muitas vezes motivados por conversas em família, na escola, em comerciais jocosos.

Apesar de todos os avanços na Odontologia, ainda prevalece o conceito de que o tratamento odontológico é algo extremamente doloroso e desagradável.

Os procedimentos realizados na Odontopediatria estão geralmente associados ao emprego de técnicas para a adaptação comportamental do paciente ao tratamento proposto. Na grande maioria das vezes, este manejo do comportamento é conseguido com abordagens não farmacológicas. No entanto, somente quando a aceitação do tratamento ou a redução do nível de ansiedade não são alcançadas com estas técnicas convencionais, o uso da analgesia relativa ou sedação consciente com oxigênio e oxido nitroso pode ser indicado para crianças e adolescentes.

Esta técnica não deverá substituir, mas sim associar-se às demais técnicas de adaptação comportamental.

Embora ela utilize os mesmos gases com o óxido nitroso e oxigênio, que são classificados como agentes de anestesia geral, existe um misturador próprio do aparelho desenhado para a especialidade odontológica que tem vários itens de segurança. Em virtude disso, esta é uma técnica de sedação muito segura, com um grande suporte na literatura.

A analgesia relativa tem o poder de eliminar ou diminuir o medo dos procedimentos odontológicos, provocando na criança ou no adolescente uma sensação de bem estar e felicidade e também uma leve noção da perda do tempo, produzindo uma resposta psicológica positiva, tornando o tratamento mais fácil de ser realizado.

A sedação com óxido nitroso e oxigênio é uma ótima e eficaz forma de sedação para crianças que estejam levemente ou moderadamente ansiosas, mas que respondam aos comandos, ou seja, interagem com o profissional.

Vale lembrar sempre que o objetivo da analgesia relativa é manter o paciente consciente, relaxado e confortável.

A analgesia relativa não elimina a necessidade do uso da anestesia local, porém torna a sua utilização muito fácil, pois o paciente não percebe a introdução da agulha e não sente dor alguma.

Importante lembrar que nem todas as crianças são iguais e que em alguns casos a analgesia relativa ou sedação consciente com óxido nitroso pode não ser eficaz, especialmente em crianças extremamente ansiosas, imaturas ou com dificuldade de comunicação (exemplos: bebês ou alguns portadores de necessidades especiais) ou com algum tipo de congestão nasal, que impediria o uso da máscara.

Noventa por cento dos problemas de medo, ansiedade e nervosismo em odontopediatria estão relacionados á injeção.

Uma vez realizado o procedimento da analgesia, os problemas de comportamento simplesmente desaparecem. Portanto, este é, sem dúvida, uma importante ferramenta para trazer tranquilidade à criança, família e profissional.

* Lúcia Coutinho

 “As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

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Marta Meireles

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