Destaques — 07 janeiro 2014
A ação protetora da saliva na saúde bucal

A secreção salivar na espécie humana é basicamente resultado da atividade de três pares de glândulas principais: as parótidas, as submandibulares e as sublinguais.

A saliva total é uma mistura complexa das secreções das glândulas principais e das glândulas menores, composta de água, eletrólitos, proteínas e ainda de leucócitos, bactérias, células descamadas e fluido gengival.

A secreção da saliva está sob controle do sistema nervoso autônomo. O homem produz de 1,0 a 1,5 litros de saliva por dia.

Em repouso (saliva não estimulada), o fluxo salivar é, em média de 0,3 – 0,5 mL/min, sendo que a glândula submandibular contribui com dois terços da secreção total. Na saliva estimulada, o fluxo pode aumentar em até 12 vezes o fluxo basal, e, com a estimulação salivar, a parótida aumenta sua secreção em até cinquenta por cento.

A saliva não somente lubrifica o tecido oral, tornando a função digestiva e da fala possível, mas protege os tecidos orais e dentes de diversas maneiras. Existem evidências de que a secreção salivar influencia, em larga escala, o risco de desenvolvimento de cárie de um indivíduo.

A redução da produção de saliva ou xerostomia, por si só, já predispõe o indivíduo a uma menor proteção contra as infecções bucais de forma geral. Queixas como: “boca seca” à noite, ao acordar ou durante o dia, não são, isoladamente, indicativas de hipofunção da glândula salivar; no entanto, a queixa de dificuldade de comer e engolir alimentos secos e necessidade de ingestão de líquidos durante as refeições para facilitar a mastigação, são indicadores significativos de hipofunção salivar.

As causas mais freqüentes de xerostomia são: medicações sistêmicas, especialmente as diuréticas, cardiovasculares e respiratórias, radioterapia em cabeça e pescoço, diabetes, doenças afetando diretamente a glândula salivar, doenças auto-imunes como doença de Sjögren e depressão psíquica.

A xerostomia pode ser relacionada a vários outros sintomas, tais como: “queimação” da mucosa bucal e língua, dificuldade de falar e engolir e dificuldade de sentir o gosto dos alimentos.

Em adição à habilidade da saliva agir como um veículo de limpeza mecânica e prover o efeito-tampão da superfície dentária, componentes individuais da saliva exercem efeito tanto na atividade bacteriana, como na  remineralização das estruturas dentais desmineralizadas.

Por este motivo, situações não fisiológicas, que possam alterar o fluxo e composição salivar devem ser investigadas.

Existem no mercado, produtos que apresentam a composição salivar e são chamadas “salivas artificiais”, que são úteis quando é diagnosticada a xerostomia.

A mastigação de chicletes “sem açúcar”, além de alimentos ácidos, como frutas cítricas, podem aumentar a estimulação da produção da saliva.

* Lúcia Coutinho

 “As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

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