Destaques — 14 novembro 2013
Da gravidez aos 18 anos, conheça as fases de dentição

A importância de cuidar da saúde bucal começa ainda lá dentro do útero, quando se inicia a formação dos dentes.

Depois, cada fase precisa de cuidados especiais para que o desenvolvimento da arcada, dos ossos e músculos da face ocorra da forma correta. Mais que isso, ensinar às crianças como cuidar de seus dentes, garante uma vida adulta mais saudável.

Para esclarecer quais as transformações próprias de cada fase de dentição dos pequenos, a odontopediatra Rosana de Fátima Possobon, professora da Faculdade de Odontologia da Unicamp, explica.

Gestação

Os dentes de leite (decíduos) começam a se formar por volta do quarto mês de gestação. Os permanentes somente após o nascimento. A gestante deve passar por consultas odontológicas no pré-natal. O ideal seria uma por trimestre nos casos em que a paciente está controlada, ou seja, não apresenta cárie ativa ou inflamação gengival. O principal problema de saúde bucal da gestante que pode afetar o bebê é a doença periodontal (gengival). Já está comprovado que periodontites podem desencadear partos prematuros.

Banguelinha – 2 meses

Após os dois primeiros meses da criança, quando a mãe e a família já se adaptaram à rotina de ter um bebê em casa, deve começar a higienizar a gengiva do bebê, a fim de acostumar a criança com o toque em sua boca e de estabelecer uma rotina de horários em que, posteriormente, com a irrupção dos dentes, será feita a escovação dental.

Primeiros dentes – 6 meses

Na maioria das crianças, os dentes de leite começam a nascer por volta dos seis meses. Porém, em algumas crianças esse processo ocorre bem mais cedo, com quatro meses ou até antes, enquanto em outras, mais tarde, próximo ao primeiro ano de vida. O limite para esperar o nascimento dos dentinhos em crianças sem problemas de saúde geral ou síndromes é 14 meses. Passado este período, sugere-se a realização de exame clínico e, se necessário, exame radiográfico. A dentição decídua fica completa por volta dos dois anos de idade, com a irrupção dos segundos molares (últimos dentes, do fundo), que completa 20 dentes decíduos.

Banguelinha parte II – 6 anos

Os dentes permanentes vão se formando embaixo dos de leite. Quando estão prontos, começam a absorver a raiz dos decíduos. Assim, como ficam sem sustentação, amolecem até cair e abrem espaço para a arcada permanente. Isso ocorre, na maioria das vezes, por volta dos seis anos, sendo que as meninas geralmente são mais adiantadas do que os meninos.

A dica é deixar o dente cair naturalmente. O que não vale é forçar a remoção em casa, pois a raiz pode não estar completamente reabsorvida e isso provoca dor na criança e futuros problemas comportamentais no dentista. Somente se o dente estiver se soltando, os pais podem ajudar. É importante que este momento seja lúdico e nem um pouco traumático para a criança.

Em alguns casos, é melhor procurar o dentista. Se o permanente estiver querendo nascer e o decíduo ainda não caiu ou se o dente amolecido está incomodando a criança ou interferindo na alimentação.

Se a criança engolir o dente dormindo, ele será expelido pelas fezes. O problema é a aspiração do dente, ou seja, se a criança afogar com ele. “Confesso que em 25 anos de clínica, nunca ouvi o relato de um caso semelhante”, diz a professora Rosana.

Dentes para a vida toda

Por volta dos 13 anos, com o nascimento dos caninos, a dentição permanente está completa. Atualmente, é comum verificar a dentição permanente se completar mais precocemente.

Dente do juízo

Os dentes do siso – terceiros molares – nascem por volta dos 18 anos, mas isso depende da posição do dente e do espaço que ele tem pra irromper. Novamente, há variações nesta época e pessoas com idade bastante superior aos 18 anos podem ainda ter os dentes irrompendo. Uma radiografia panorâmica, solicitada pelo ortodontista, pode ser útil para verificar se o dente tem espaço para permanecer na boca.

Alerta

Alguns pais não dão o devido valor à higiene oral da criança, uma vez que os dentes de leite são provisórios. Entretanto, uma criança com cárie ou doença gengival, além de sentir dor, de sofrer prejuízos sociais devido à perda da estética, de ter danos mastigatórios, pode ter problemas de saúde geral, causadas, por exemplo, por um abscesso dental.

As práticas preventivas são simples, pouco invasivas, praticamente indolores e, portanto, pouco desagradáveis e podem fazer com que a criança seja um paciente que só necessite de tratamentos preventivos e que sinta prazer em visitar o dentista.

“A mulher deveria ser preparada para gestar e cuidar de uma criança não somente durante a gravidez, isso porque hábitos comportamentais são aprendidos e a mulher é o principal vetor na transmissão de conhecimento e na instalação de hábitos de saúde na família”, afirma Rosana. Segundo ela, os comportamentos de saúde incluem dieta balanceada, exercícios, controle do tabagismo, além de cuidados específicos com a saúde bucal, mesmo antes da gravidez.

Confirmada a gravidez, os cuidados deveriam ser específicos. O profissional já deve pensar na futura criança.

“Após cuidar da mãe durante os meses de gestação, a criança é quem deve receber os cuidados o mais precocemente possível, a fim de que o profissional tenha oportunidade de orientar a mãe a manter o aleitamento de forma exclusiva, não introduzindo chupeta ou mamadeira”, orienta. A professora ressalta que a criança deve ser acompanhada pelo dentista desde os primeiros meses de vida, por um profissional capacitado e preparado para lidar com questões comportamentais.

*Fonte: http://saude.terra.com.br
 “As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

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Marta Meireles

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