Destaques — 25 abril 2013
Respiração bucal

A respiração nasal é o equilíbrio fundamental para a manutenção da organização dos sistemas osteodentário e muscular e deve ser realizada de modo fisiologicamente adequado para evitar alterações.

A respiração nasal compreende a entrada do ar pelo nariz e a passagem deste pela faringe, laringe e pelos pulmões, onde são realizadas as trocas gasosas.

Para que  respiração nasal ocorra de forma plena, é necessário que o ar que chega aos pulmões esteja úmido, aquecido e filtrado. A função das narinas é justamente preparar o ar para  ser conduzido aos pulmões.

O ser humano é eminentemente um respirador nasal.

O bebê não respira pela boca, pois sua cavidade bucal é pequena e está totalmente ocupada pela língua. No entanto, à medida que a criança cresce, aprende que pode usar a boca como um canal de respiração quando as vias aéreas superiores estão obstruídas ou em situações em que há a necessidade de um aporte maior de oxigênio, como durante a prática de esforço físico ou durante o choro e a fala, quando há pausas articulatórias.

Respirar pela boca também pode ser necessário em casos de rinite alérgica, coriza crônica, obstrução das vias aéreas superiores provocada pela hipertrofia das tonsilas faríngeas e /ou palatinas, desvio do septo nasal e presença de pólipos nasais, entre outros. Por outro lado, é importante estimular a respiração nasal desde a tenra idade, evitando que se torne um hábito.

Quando a respiração bucal se instala, o nariz deixa de exercer sua função, o que favorece o surgimento de distúrbios como perfil retrusivo, terço inferior da face aumentado, interposição de língua, maior ângulo goníaco, rotação mandibular no sentido horário, aumento da altura do palato, menor distância dos dentes posteriores no sentido transversal e mordida cruzada posterior, mordida aberta e atresia  maxilar.

Uma vez que a oxigenação adequada proveniente da boa ventilação respiratória também está relacionada a funções intelectuais como atenção e concentração, a respiração bucal pode influenciar no aproveitamento escolar, em atividades físicas em brincadeiras, promovendo cansaço freqüente e dificuldade de socialização.

Segundo alguns autores, o espaço aéreo é fundamental para o desenvolvimento da face, e qualquer variação regional ao longo de seu percurso pode alterar de modo significativo o crescimento craniofacial, principalmente no que diz respeito à face.

Esses distúrbios ocorrem porque, na presença de obstrução nasal, o ser humano adapta a postura da cabeça, do pescoço, da mandíbula e da língua com objetivo de permitir uma coluna livre para a passagem do ar.

Quando diagnosticada, a respiração oral deve ser tratada por uma equipe de profissionais constituída por pediatra, ortodontista, otorrinolaringologista, fonoaudiólogo e alergista ou homeopata.

Em muitos casos de respiração bucal, como ocorre nas rinites crônicas, o tratamento médico e fonoaudiológico são muito importantes e não excluem a  efetividade do tratamento odontológico, no sentido de modificar a forma das arcadas dentárias, promovendo o descruzamento de mordida e expansões palatinas que facilitam a recuperação das competências respiratórias pela reconformação anatômica.

* Fonte: Livro Ortopedia e ortodontia para dentição decídua; Chedid; S.J

“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

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Marta Meireles

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