Destaques — 25 abril 2013
Chupeta

Na fase oral, a necessidade de sucção é considerada normal e muito importante para o processo de amadurecimento emocional e infantil.

É ideal não oferecer a chupeta ao lactente, uma vez que o aleitamento materno deve suprir todas as suas necessidades de sucção.

A sucção de chupeta, tanto convencional quanto anatômica, pode gerar alterações nas arcadas dentárias e nas estruturas miofuncionais.

Alguns autores, relatam que a introdução deste hábito, pode interferir negativamente no aleitamento materno, e esta está camuflada, a ansiedade e insegurança da mãe frente ao processo alimentar do lactente, por isso os profissionais da saúde devem elucidar e solucionar este tipo de situação.

Contudo, a revisão sistemática da literatura relata que o uso da chupeta desde o nascimento ou após o estabelecimento do aleitamento materno nos bebês saudáveis  nascidos a termo não afeta significamente a prevalência ou duração do aleitamento exclusivo ou parcial até os 4 meses de idade.

Quando é opção  da família fazer uso da chupeta, o profissional deve avaliar os riscos e benefícios do seu uso e orientar qual modelo deve ser oferecido, escolhendo aqueles que tenham o bico anatômico e proporcional à boca do lactente, que permita que a língua fique na papila palatina, e que a largura do bico deixe que os lábios permaneçam fechados, evitando estimular a respiração oral.

As oclusopatias acontecem por uso de modelo e posição inadequados de chupeta, correntes ou fraldas acopladas que pelo maior peso estimulam a oclusão e o apertamento para a manutenção da chupeta em posição. A oclusão inadequada com a chupeta entre os dentes aumenta os riscos de oclusopatias.

Dessa forma, o profissional deve orientar sobre a forma de uso da chupeta e a freqüência e duração do hábito, fatores estes que estarão relacionados  à instalação de oclusopatias.

Tendo iniciado o hábito, a melhor época de remoção da chupeta dependerá da capacidade física e emocional individual, sendo este momento único para cada lactente e criança.

A fase oral deve ser respeitada e nas situações onde houver dificuldade da criança alcançar amadurecimento para cessar o hábito, deve ser tratado com a ajuda de um profissional especializado.

 * Fonte: Livro Ortopedia e Ortodontia para a dentição decídua; Chedid; S.J

“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

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Marta Meireles

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