Notícias — 26 março 2013
Ansiedade transforma roer unhas em hábito ainda na infância

“Tire a mão da boca” é uma frase ouvida muitas vezes quando se rói unhas.

Este hábito – chamado de oncofagia, no termo médico – é comum entre os adultos, mas se desenvolve, normalmente, entre os pequenos. A prática costuma começar por volta dos sete anos e pode até passar com o tempo. Mas, se persistir, é preciso prestar mais atenção no que provoca o comportamento.

Quando bebê, é comum a criança levar a mão à boca, mas sem usar os dentinhos, apenas por curiosidade, hábito que diminui conforme ela vai crescendo. Já em idade escolar, entre seis e oito anos, é comum que ela apresente alguns tiques, como ficar piscando o olho ou roer a unha. “Nessa idade, eles estão relacionados com a maturação neurológica da criança. Alguns desses somem sozinhos, sem precisar fazer nada”, explica a vice-presidente do Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), Renata De Luca. Roer as unhas pode se enquadrar nesse caso.

Mas se o hábito persistir, é preciso ter cuidado. Repreender ou usar algo amargo nas unhas não é o mais indicado. O ato de roer unhas é causado por situações de estresse, tensão ou pressão – no caso das crianças, vinda dos pais ou da escola. Os adultos devem prestar atenção no que pode estar ocasionando isso, como uma separação ou o nascimento de um irmão. “Alguns pais conseguem ver isso sozinhos e resolvem. Se não identificarem a causa, é preciso procurar ajuda especializada para identificar qual é o problema”, explica Renata.

Não é preciso correr para um especialista assim que seu filho começa a levar as unhas para os dentes. O mais importante é conseguir interpretar o que a criança pode estar tentando dizer com esse hábito. “Se uma criança demonstra ansiedade, não só roendo unha, é preciso entender o que está sendo dito pela linguagem não verbal. O que dispara esse comportamento. O que fazer vai depender do que está acontecendo, do contexto geral da criança”, explica Beatriz de Paula Souza, membro da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional.

*Fonte Portal Terra- Vida de Mãe
“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

Artigos Relacionados

Share

About Author

Marta Meireles

Pequena descrição falando de cada membro (médico ou colaborador) do site.

(0) RComentários dos Leitores

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>