Destaques — 29 janeiro 2013
O profissional e o limite na odontopediatria

O cirurgião-dentista, em especial o odontopediatra que trabalha diretamente com crianças,  também se insere nesse contexto, com constante necessidade de saber a hora de dizer sim e a hora de dizer não.

Limites são atitudes não só para controlar o comportamento da criança mas também para protegê-la.

É fundamental que o profissional acredite e transmita ao paciente que nem sempre se pode fazer aquilo que se deseja na vida, que delimite seu espaço.

É necessário que a criança interiorize a idéia de que no consultório ela poderá fazer inúmeras coisas, mas nem tudo e nem sempre.

Quando a criança vem para a consulta odontológica traz consigo valores, crenças, temores, o modo com se vê e como se coloca no mundo.

Com isso o seu comportamento vai ser reflexo desses sentimentos, além da sua idade, experiências anteriores com tratamentos dentários ou com outros profissionais de área de saúde.

Assim sendo, nem sempre o profissional vai se deparar com crianças tranquilas e seguras exigindo dele conhecimento de limites na hora certa, no momento certo, de tal maneira que não produza mal-estar na criança, nos pais e na equipe odontológica.

Para o estabelecimento de regras, o profissional deve reconhecer suas habilidades como pessoa pois, se tiver dificuldades em lidar com os próprios limites, suas falhas, regras morais e leis, também terá dificuldades em transmiti-las para os pacientes.

Limites são captados pelas crianças, se foram transmitidos por profissionais que se submetem à lei como estudo simbólico, do contrário serão transmitidas apenas regras, que imaginariamente alimentam a perspectiva de uma criança ideal, perfeitamente disciplinada.

Quando exercidos de maneira justa, limites estruturam a comunicação, pois tornam todos indivíduos iguais, homens e mulheres divididos hierarquicamente em pais-filhos, profissionais-pacientes.

Podem ser considerados limites:

* Um olhar

* Um gesto

* Uma palavra

* Uma atitude

* Uma ameaça

Segundo alguns autores, impor limites não se choca e nem é o oposto de dar amor, ternura, atenção e segurança.

Se o adulto agir com segurança e firmeza de propósitos, mas com muito afeto e carinho, conseguirá atingir seus objetivos educacionais sem autoritarismo e sem agredir a criança.

A imposição de limites no consultório não deixa de fazer parte do processo educativo e envolve desafios diários e situações inesperadas.

Resultados positivos não são imediatos, pois a criança tende a insistir nas atitudes desejadas, porém cabe o profissional pacientemente repetir, com calma e firmeza, a mesma coisa quantas vezes forem necessárias.

* Livro: Sucesso no atendimento odontopediátrico - Correa; M.S.N

“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”


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Marta Meireles

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