Destaques — 12 janeiro 2013
Alimentação complementar

Alimentação complementar é o conjunto de alimentos, além do leite materno, oferecidos durante o período de aleitamento. Esta alimentação abrange alimentos inadequadamente ofertados à criança: água açucarada, chá, leite em pó, sopas ralas, etc.

O período de transição apresenta elevado risco para a criança, não só pela alta incidência de diarréia que costuma ocorrer, decorrente da administração de alimentos inadequados quantidades e/ou das más condições de higiene em seu preparo, mas, principalmente pelo uso inadequado de alimentos (quantidades e/ou densidade calórica) em substituição às refeições lácteas, levando a uma oferta calórica insuficiente ou exagerada para a criança.

Com a introdução de alimentos complementares, é importante que a criança receba água (tratada, filtrada e fervida) nos intervalos das refeições.

A introdução da alimentação complementar é muito importante para a formação de hábitos alimentares saudáveis que se manterão para o resto da vida.

Hábitos alimentares monótonos, associados a padrões mastigatórios inadequados, agravo nutricional e desenvolvimento de cárie dentária também podem ser instalados nessa fase, indicando que a variedade, consistência, freqüência alimentar, tamanho das porções e oferta de produtos industrializados, merecem orientação cautelosa.

Os alimentos devem ser oferecidos em forma de papas, em utensílios adequados ao desenvolvimento da criança. A mamadeira deve ser gradualmente substituída pelo copo de transição, prato e colher.

Apesar de horários regulares, a alimentação de transição deve continuar a ser oferecida sem rigidez, respeitando a vontade da criança e permitindo o mecanismo de autoregulação alimentar, com o objetivo de estimular a percepção dos mecanismos de fome e saciedade e prevenir futuros distúrbios alimentares.

A introdução da alimentação complementar na forma espessa estimulará a criança nas funções de lateralização da língua, jogando os alimentos para os dentes trituradores e no reflexo de mastigação.

Ao colocar alimentos no prato e amassá-los com garfo, a consistência terá o aspecto pastoso (papa/purê).

O uso do liquidificador e da peneira é totalmente contra-indicado, porque a criança está aprendendo a identificar consistência, sabor, aroma e cores dos novos alimentos.

As frutas devem ser oferecidas in natura, amassadas, ao invés de sucos.

O consumo de suco natural deve ter volume limitado, ofertado após as refeições principais, para ajudar na absorção melhor do ferro. A oferta de sucos naturais e artificiais, na forma concentrada ou em pó, não é indicada no primeiro ano de vida.

Os alimentos preparados especialmente para a crianças são chamados de alimentos de transição ou complementares. As carnes são fontes importantes de ferro e, a partir do 6 º mês de vida, sempre que possível, devem estar presentes nas papas salgadas.

Alimentos como laranja, limão, tomate, abacaxi, acerola, goiaba, kiwi, manga são importantes fontes de vitamina C e devem ser oferecidos após a refeição para aumentar a absorção do ferro presente.

* Fonte: Livro: Ortopedia e Ortodontia para dentição decídua- Chedid; S.J

“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

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Marta Meireles

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