Destaques — 03 dezembro 2012
Desenvolvimento das funções orais

O papel da alimentação é importante não só como função nutricional, mas também pela sua grande influência no desenvolvimento das funções orais que, por sua vez, interferem no crescimento adequado das estruturas bucais e faciais.

Todo bebê ao nascer, está invariavelmente preparado apenas para sugar.

Ele possui rebordos gengivais e um impulso natural de sucção. Com o crescimento, seus dentes irrompem, preparando-o para uma alimentação diferente daquela que vinha recebendo. Durante o processo de alimentação, ocorre as descobertas de sabores, texturas, consistências, formas e temperaturas dos diferentes alimentos.

Até o primeiro ano de vida, a introdução de alimentos deverá ser feita de forma gradativa, passando de líquidos, pastosos e semi-sólidos a sólidos.

É muito comum observamos mães oferecendo aos seus filhos alimentos moles e pastosos na mamadeira, ainda no segundo ano de vida. São alimentos feitos a partir da liquidificação de sopas, ou iogurtes e leite engrossado.

Tal atitude é causada por comodidade, mas também pela tranqüilidade quanto á nutrição oferecida por esses alimentos.

Algumas vezes é preciso mudar os hábitos alimentares de toda a família, para que a criança passe por essas diferentes fases de consistências alimentares.

 

Preparo para a mastigação da amamentação ao alimento sólido

Do recém nascido ao bebê de 6 meses

A amamentação no peito deve ser o alimento exclusivo do bebê até pelo menos os seis meses de vida, com livre demanda nos primeiros meses para, depois, estabelecer gradativamente os horários.

A quantidade e a freqüência do número de mamadas é determinada pelo bebê. Em geral, a regularização dos horários da mamadas é estabelecida já no primeiro mês, com intervalos cada vez maiores com o passar do tempo.

Além de ser um alimento completo para o bebê, o leite materno traz a imunidade que ele necessita até que adquira seus próprios anticorpos.

A sucção do seio da mãe é um exercício diário que o bebê pratica, muito importante no estímulo oral para um correto desenvolvimento da face. Isso por que a musculatura envolvida na amamentação é diferente da musculatura envolvida na sucção da mamadeira.

O bebê recém-nascido tem uma mandíbula pequena, dando a impressão de que ele não tem queixo, característica que vai se modificando com o crescimento da mandíbula estimulado pela “ordenha”.

Além da importância afetiva e nutricional, esse exercício serve ainda para favorecer a respiração nasal, prevenindo as otites e problemas das estruturas faciais. A amamentação coordena as funções: respiração e deglutição.

A mastigação é um aprendizado adquirido, cuja primeira etapa é a amamentação, na qual a sucção é um impulso natural.

 Para o bebê de 6 a 12 meses

É muito importante cuidar da introdução de alimentos pastosos. Ela deve ser uma mudança gradativa, e os alimentos mais espessos devem ser introduzidos por meio de colher ou copo, nunca utilizado mamadeira para isso.

Aos 6 meses- suco de frutas ou papa de frutas, nos intervalos do leite, nos horários das refeições principais.

Aos 6 meses e meio- primeira refeição (almoço): papa de cereais e tubérculos, sempre amassados. Alterna-se com leite, frutas e sucos nos intervalos.

Aos 7 meses – segunda refeição (jantar) mesma papinha , com acréscimo de proteínas (carne, frango e peixe), aumentando a quantidade aos poucos.

Usar um mínimo de óleo no preparo. A criança estará fazendo duas refeições ao dia e tomando leite e frutas nos intervalos.

Aos seis, sete meses de idade ocorre a erupção dos incisivos inferiores e, com isso, o impulso da sucção diminui e é substituído pelo impulso da apreensão. É importante que nessa fase a criança receba alimentos para ela começar a morder.

Aos 8-9 meses- a dieta será a mesma, aumentando a consistência dos alimentos, de amassados para aos pedaços.

Após a erupção dos incisivos, começa a modificação do tônus muscular, ou seja, toda a musculatura da boca vai se fortalecendo e se desenvolvendo para a mastigação com a modificação da dieta. O primeiro molar decíduo erupciona por volta dos dezesseis meses, alterando o padrão mastigatório, coincidindo com essa nova fase da dieta.

Aos 12 meses- a alimentação dada será a mesma da família.

A criança deverá estar apta a mastigar os alimentos em pequenos pedaços. Esses alimentos não devem ser muito condimentados e os intervalos das refeições, bem como seus horários, deverão obedecer a uma rotina.

* Livro: Saúde Bucal do Bebe ao Adolescente; Correa, M.S.N

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Marta Meireles

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