Destaques — 01 novembro 2012
Como a família pode ajudar a criança na mudança de um hábito deletério

Penso que é super importante a conscientização por parte da família sobre a influência que o contexto familiar tem sobre o desenvolvimento da criança. Isso ajudará muito o trabalho dos profissionais.

A criança interage a maior parte do tempo com os pais, irmãos e outras pessoas que fazem parte do contexto familiar. É por meio da interação que ela se desenvolve e se torna um indivíduo.

Podemos dizer que no contexto familiar um estimula o outro, ou seja, essa interação tem via dupla, a criança é estimulada e também estimula as pessoas que a cercam.

Esse fenômeno ocorre tanto em nível consciente como inconsciente.

No primeiro, por exemplo, sabemos que estamos estimulando tal hábito em  nosso filho e, geralmente temos mais consciência em relação aos “bons hábitos,  aqui entendidos como aqueles que não prejudicam o desenvolvimento global da criança. Já na segunda forma, estimulamos hábitos deletérios, mas não nos damos conta de como o fazemos.

São inúmeros os fatores que determinam os padrões de convivência de uma família, mas posso citar dois:

1- Os hábitos que trazemos da nossa família de origem e continuamos a repeti-los sem questioná- los;

2- Nossas dificuldades pessoais em interagir de forma consciente e assertiva frente aos desafios que envolvem o processo de educação de uma criança;

Assim, o papel da família é amar e estimular esse ser que é um individuo com suas características únicas, ajudando-o a se desenvolver como ser humano, com capacidade e competência para se relacionar com o seu meio e lidar da melhor forma possível com as  exigências necessárias à sua adaptação ao mundo.

Para criar um contexto familiar que ajude a criança na mudança de um hábito prejudicial, podemos partir de dois princípios:

* Os adultos da família são referências  importantes para a criança o tempo todo e podem produzir fortes influências no seu crescimento saudável.

* A impossibilidade de não comunicar! Enviamos e recebemos mensagens quando estamos com outro, seja ela verbal ou não verbal.

Assim, a partir desses dois princípios  temos que ter consciência de  nossos hábitos, comportamentos e atitudes, esses precisam estar em congruência com o que queremos transmitir para a criança.

É importante que todos os membros da família participem do processo de mudança do hábito, cada qual da sua maneira.

É importante também considerar as características pessoais e individuais da criança, seu jeito de lidar com o meio, seu temperamento e suas motivações.

Quando a criança se sente acolhida no momento de perda de um hábito para adquirir outro, ela torna-se mais estimulada para alcançar uma meta, pois sabe que não está sozinha.

No processo da mudança deve haver confiança por parte da criança em relação às pessoas que estão envolvidas, como a família e os profissionais. Pois no início, ela irá se envolver com a mudança simplesmente porque acredita que as pessoas a amam e querem seu bem.

Dessa forma, ela fará o que estão lhe dizendo e acreditará que tudo isso é melhor para ela!

Somente com o tempo e com um trabalho que envolve paciência e diálogo aberto e claro, que ela conseguirá entender por si mesma, as vantagens de deixar um hábito e desenvolver outros mais saudáveis e criativos!

Como sistema familiar é um sistema aberto e dinâmico, que muda com o passar do tempo, as modificações da família em prol da criança podem ocorrer sem dificuldades e ainda trazer benefícios e fortalecimento emocional para todos os membros!

Maria Silvia Pessoa

“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

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