Destaques — 18 outubro 2012
A remoção do hábito – Chupeta

Quando devemos tentar remover o hábito?

É importante que, antes de se fazer à escolha por uma técnica de remoção, façamos uma reflexão sobre o momento correto ou menos prejudicial para a criança.

Deve-se considerar a partir de que idade o hábito deixa de ser normal e passa a ser prejudicial do ponto de vista tanto físico como psíquico e social para aquela criança, em seu peculiar processo de desenvolvimento.

A idade de remoção do hábito se da  quando a criança tiver entre 3 ou 4 anos de idade com maior capacidade de compreensão e maturidade para poder estar motivada e cooperar com o tratamento proposto. Nesta fase, ainda temos a possibilidade de preservação da forma das arcadas.

Finalmente, uma terceira idade ou idade emocional consistiria na remoção do hábito somente quando a criança estivesse preparada psicologicamente para deixá-lo.

Nossa conduta é tentar inicialmente a remoção do hábito em conjunto com o desmame (primeira época de remoção do hábito), que seria ideal não somente pelo aspecto morfológico, mas também pelo aspecto de crescimento psicológico da criança.

A experiência da amamentação ocorrida com êxito constitui uma boa base para a vida: fornece sonhos mais férteis e habilita as pessoas  a aceitarem riscos, à medida que este período tenha proporcionado ao bebê uma grande quantidade de boas recordações. Estas recordações constituem  a “matéria-prima” para bons sonhos.

Por volta dos 7 a 9 meses de vida o bebê começa a estar apto a brincar de jogar coisas fora.

É muito comum observar bebês nesta fase lançando objetos ao chão, e este é um jogo muito importante, pois alguém tem que estar o tempo todo devolvendo as coisas que foram atiradas fora. E no desmame, a idéia é justamente a crescente capacidade da criança para livra-se das coisas, fazendo com que a perda do seio materno, não seja apenas um mero acaso.

Mesmo assim, vale ressaltar que a iniciativa do desmame deve partir da mãe, sendo ela corajosa o bastante para suportar o descontentamento  e a raiva do bebê quando começa a ser privado daquilo que até então se constitui no seu maior prazer.

Entretanto, não há dúvidas que o bebê que foi alimentado com êxito irá se sentir feliz por ser desmamado no devido tempo, especialmente quando isso é acompanhado pela vasta ampliação do seu campo de experiências.

Estas, nada mais são do que a gradativa apresentação de coisas novas (alimentos duros) em substituição à antiga forma de alimentação por sucção, até que a criança esteja preparada para abandoná-la totalmente.

* Fonte: Livro: Sucesso no Atendimento Odontopediátrico- Aspectos Psicológicos; Correia, M.S.N

“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia , Pediatria  e outras especialidades”

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Marta Meireles

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