Destaques — 04 outubro 2012
Desenvolvimento da dentição

Por volta da sexta ou sétima semana de vida pré-natal, é possível observar o início da formação da cavidade bucal, dos ossos maxilares e dos seus respectivos dentes.

A partir daí, ocorre uma série de alterações dentárias progressivas (formação, calcificação e erupção) que estão intimamente relacionados ao crescimento e desenvolvimento da face.

Como parte integrante deste processo, está o estabelecimento da oclusão dentária, a qual pode ser dividida em quatro períodos distintos: período dos roletes gengivais, dentição decídua, dentição mista e dentição permanente.

No recém-nascido, um espessamento da mucosa gengival, conhecido como rolete ou abaulamento gengival, recobre os processos alveolares, onde estão os germes de dentes decíduos em formação. Conforme os germes dentários se aproximam da erupção na cavidade bucal, os abaulamentos gengivais passam a ser divididos em segmentos correspondentes a cada dente.

 

O conhecimento dos padrões de normalidade que se estabelecem nos diferentes estágios de crescimento e desenvolvimento da dentadura decídua, mista e permanente é considerado essencial para um diagnóstico adequado e acompanhamento clínico criterioso no que se refere à oclusão.

A oclusão será o reflexo de um todo (forma e função) sincronizado e inter-relacionado, que quando adequadamente desenvolvido repercutirá em uma fase harmoniosa em um indivíduo saudável.

Normalmente,  a criança não apresenta dentes irrompidos na cavidade bucal ao nascer. Quando isso ocorre os dentes são chamados de natais, e se aparecerem nas primeiras semanas de vida, são chamados de neonatais.

A lactação natural atua através dos músculos e articulações em desenvolvimento estimulam fortemente o crescimento da mandíbula em crescimento anterior.

Este estímulo, que se repete em intervalos regulares várias vezes ao dia, permite o desenvolvimento da mandíbula e os roletes ao final de cinco a seis meses, terminam por se encontrar bem relacionados e em posições normais no sentido ântero-posterior.

Quando este mecanismo natural não se processa, as possibilidades do estabelecimento de uma desarmonia óssea e, conseqüentemente, dentária atingem, no futuro, cerca de 70% dos casos, segundo Schwarz.

Além da falta de estimulo de crescimento mandibular, as crianças com alimentação artificial nesta fase apresentam, com freqüência, indícios de superalimentação e conseqüentemente sobrecarga das funções estomacais, além da diminuição de sua resistência orgânica, por falta de ingestão de anticorpos presentes no leite materno.

O período dos roletes gengivais é acompanhado pelo surto de crescimento, em função do início da movimentação da mandíbula durante as fases de lactação. A mandíbula que se encontrava numa posição distal em relação á maxila vai se colocando mais anteriormente devido ao surto de crescimento que ocorre neste período até atingir uma nova posição, mais mesial.

 * Fontes: Ortopedia e Ortodontia para a Dentição Decídua; Silvia José Chedid
           Odontopediatria - Bases Científicas para a Prática Clínica; Sada Assed
           Ortodontia Fundamentos e Aplicações Clínicas; Marco Antonio Almeida, Cátia Quintão e Jonas Capelli Jr.

 “As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia , Pediatria  e outras especialidades”

Artigos Relacionados

Share

About Author

Marta Meireles

Pequena descrição falando de cada membro (médico ou colaborador) do site.

(0) RComentários dos Leitores

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>