Destaques — 27 setembro 2012
Respirador Bucal

A presença de obstáculos nas vias aéreas superiores, especialmente na região de nariz e laringe impede a livre passagem do ar, levando a criança a respirar pela boca, ou seja, utilizando a cavidade oral como passagem para a respiração.

Esses obstáculos podem ser definidos como estruturas com anormalidades, hipertrofia de amígdalas ou adenóide, infecções, desvios de septo e desmame precoce entre outras.

O lactente em aleitamento materno mantém a postura de repouso de lábios ocluídos e respiração nasal, mas quando ocorre o desmame precoce, a postura de lábios entreabertos do bebê é mais comum, facilitando a respiração oral.

A introdução de mamadeiras, chupetas e o hábito de chupar dedo também podem prejudicar o desenvolvimento motor-oral adequado, provocando alterações na postura e força dos lábios, língua e bochechas e dificultando as funções de mastigação, deglutição, respiração e articulação dos sons e da fala.

O olfato dos indivíduos que apresentam respiração oral pode ser prejudicado, pela utilização inadequada das vias aéreas superiores, com consequëncia no apetite. O mecanismo do olfato excita os receptores do paladar, exercendo grande influência sobre este, o que pode justificar desvios do estado nutricional em respiradores bucais.

Crianças que respiram pela boca podem apresentar dificuldades alimentares, por excesso ou carência, ou seja, algumas podem ter dificuldades em alimentar-se pela competição entre respiração e alimentação.

Casos mais graves, com presença de apnéias obstrutivas noturnas podem apresentar relação com retardo do crescimento pôndero-estatural, devido à irregularidade do sono, associada à diminuição da liberação noturna do hormônio do crescimento. A alteração no processo do sono pode ainda desencadear sintomas como cansaço frequente, sonolência diurna, déficit de aprendizado e baixo rendimento escolar.

Paralelamente, a criança pode caminhar para o excesso de peso, pelo consumo facilitado de alimentos com textura abrandada (alimentos macios, líquidos, pastosos e semi-sólidos), que demandam menor mastigação e consequente menor saciedade.

*Vera Regina M. Dishchekenian

“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia , Pediatria  e outras especialidades”

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Marta Meireles

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