Destaques — 24 agosto 2012
Traumatismo dentário

No período em que a criança está aprendendo a andar, o qual se dá por volta de 1 a 2 anos, geralmente, as quedas são frequentes e, muitas vezes, a pancada na boca é inevitável. A criança desconhece os perigos, por isso se faz necessário uma constante supervisão do adulto.

A chupeta ou qualquer outro objeto que esteja na boca da criança no momento do trauma é um fator de risco para traumatismos que afetem as estruturas bucais e outros ferimentos mais graves. Batidas contra o berço, quedas em cima de trocadores de fraldas e de escadas, acometem bebês e em crianças maiores, brinquedos em geral.

A outra faixa etária em que ocorre o traumatismo dental com maior freqüência é por volta dos sete aos catorze anos. É nessa faixa de idade que há o início da prática esportiva (brincadeira com os amigos, bicicleta, patins, skate, piscina e outros). Os dentes mais atingidos são os incisivos centrais superiores , depois os incisivos centrais inferiores, tanto na dentadura decídua, quanto na permanente.

 

Os locais onde os dentes se fixam aos ossos maxilares são conhecidos como alvéolos dentários, a fixação não é direta, existe um tecido conjuntivo relativamente espesso que se interpõe entre os dentes e os ossos, que é denominado de ligamento periodontal.

Através de um traumatismo o dente amolece em seu alvéolo ou é deslocado de sua posição original, podendo se mover para dentro do alvéolo (intruir) ou descer (extruir), neste último caso dificultando o fechamento da boca, às vezes, o dente fica preso ”pendurado” ao alvéolo pelo ligamento periodontal, a recomendação neste caso é para não se tentar retirar o dente e se empurrá-lo na vertical para recolocá-lo ao seu lugar, e a seguir procurar um dentista imediatamente.

Mesmo em traumas menores, independente da situação, um dentista deve ser consultado, para que a extensão do dano traumático seja avaliada. Muitas vezes, esse dano é maior do que aparenta ser. Frequentemente, é preciso radiografar o dente e observar por um período determinado. O dentista deve também orientar os pais sobre os cuidados a serem tomados na área afetada, assim como sobre futuros problemas que poderão comprometer a dentição permanente.

A primeira coisa que se deve fazer é ir a um dentista. Disso dependerá o futuro dos dentes do seu filho. Os traumatismos podem ocorrer em dentes temporários ou permanentes. Uma pancada pode afrouxar desprender, fraturar ou arrancar um dente.

Impedir a criança à sua liberdade de expressão e movimento, por meio de superproteção, é inevitável do ponto de vista de seu desenvolvimento físico e psicológico.

Com a supervisão de adultos, modificações do ambiente onde a criança vive, brinca e estuda, e informações claras em produtos de uso infantil, o risco e as lesões decorrentes de quedas podem ter uma redução significativa

O papel do odontopediatra no atendimento de crianças  de 0 a 3 anos de idade passa a ser, então, o de atenuante das consequências que um traumatismo possa acarretar, esclarecendo a população, em especial pais e professores, inclusive pelos meios de comunicação, sobre a possibilidade de ocorrência de traumatismos na cavidade bucal e as primeiras providencias que devem ser tomadas.

Fontes:
Livro - Saúde Bucal do Bebê e ao Adolescente - 2ª Edição - Editora Santos
Livro - Odontopediatria na primeira infância  3ª Edição - Editora Santos
www.guiainfantil.com.br

“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

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Marta Meireles

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