Destaques — 09 agosto 2012
Influência dos hábitos bucais no crescimento facial

A sobrevivência do recém-nascido depende da função bucal. É através da boca que, aos poucos, irá explorar dedos, mãos e objetos.

Junto com essa exploração, o desenvolvimento da coordenação motora da criança, o equilíbrio sensório-motor-oral será estabelecido.

Após a sucção, que é um impulso natural, a criança vai adquirir e desenvolver outras funções bucais, como a mastigação, deglutição e fonação. Se essas funções forem realizadas adequadamente, irão direcionar e estimular o crescimento facial, contribuindo para o estabelecimento normal das estruturas faciais. Portanto, o adequado crescimento craniofacial depende diretamente do equilíbrio muscular e funcional de todas as estruturas faciais envolvidas do aparelho respiratório e mastigatório.

Os maus hábitos bucais aparecem nessa fase de desenvolvimento. Quando isso acontece, pode haver desenvolvimento ósseo-muscular alterado, com uma descoordenação das funções dos lábios, língua e bochechas.

Os distúrbios das funções podem começar desde a idade mais precoce, e esse desequilíbrio nessa fase de crescimento permite uma maior fixação neuromuscular das funções de modo inadequado. Podem iniciar assim os problemas de função oral relacionados à fala, deglutição e respiração.

Essas funções precisam estar bem coordenadas e também dissociadas. A língua que deglute é a mesma que realiza a mastigação e a fala. A língua também ajuda a equilibrar a posição dos dentes, opondo-se contra a força muscular dos lábios e das bochechas. Para que a língua possa realizar a deglutição e a mastigação, os lábios devem estar bem vedados e a respiração tem que ser realizada pelo nariz.

Além das funções motoras citadas, a função estética tem um papel importante na vida da criança, papel esse que a acompanhará por toda a vida. As características do sorriso de uma pessoa podem determinar a forma como as outras pessoas a enxergam. Muitas vezes a comunicação se dá através das expressões faciais. Quando há uma alteração na posição dentária ou algum desequilíbrio das arcadas que a própria criança já perceba, isso acaba por afetar seu comportamento e o modo como se relacionar com as demais pessoas.

Existem hábitos bucais nocivos que podem alterar o padrão normal do crescimento craniofacial.

Quando uma criança apresenta esse problema, a família passa a demonstrar certa ansiedade e preocupação sobre quem é o responsável por esses hábitos. Por isso é importante evitar sua instalação, mas, se não for possível, tentar minimizar ao máximo seus efeitos indesejáveis.

Os hábitos nocivos mais comuns, que alteram o padrão normal de crescimento dentofacial, são os distúrbios de sucção não-nutritiva (chupeta e dedo) e os  distúrbios funcionais (mastigação, respiração e deglutição).

* Fonte: Livro Saúde Bucal do Bebê ao Adolescente - 2ª edição -Editora Santos

“As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas”

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Marta Meireles

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