Destaques — 05 julho 2012
Primeiro dente é igual à primeira visita ao consultório odontológico

O odontopediatra é o profissional mais indicado para o atendimento de crianças, pois, além do conhecimento técnico, tem uma abordagem psicológica própria para elas. O bebê deve ser levado a seu consultório logo que vêm os primeiros dentes de leite. O objetivo de seu trabalho é formar uma Geração Cárie Zero, livre de problemas de oclusão e sem medo de ir ao dentista.
O bebê deve ser levado ao odontopediatra entre 6 meses e 1 ano de idade, época em que costumam nascer os primeiros dentes de leite. Ele pode apresentar, então, sintomas como inflamação gengival, inapetência, febrícula, leve diarreia e irritabilidade. O odontopediatra orienta os pais sobre como agir para aliviar o desconforto da criança.

Orienta os pais também sobre higiene oral, indica a escova correta para cada idade, informa sobre a importância da dieta e estabelece o momento de introduzir o uso de flúor, tanto na forma de dentifrício como em aplicações tópicas feitas no consultório. São cuidados importantes para prevenir a cárie.

O sinal clínico dessa doença em dentes anteriores são manchas brancas opacas no colo dental, que podem manifestar-se em crianças de 1 a 3 anos. Nesse estágio, é possível fazer a remineralização das manchas com aplicações tópicas de verniz fluoretado.

Quando não são tratadas, podem evoluir para cavidades, que terão de ser restauradas. Para crianças ansiosas, em determinados casos há a possibilidade de se fazer a remoção química e mecânica do tecido cariado. Usa-se um agente químico em forma de gel, que facilita a remoção da cárie com instrumentos próprios. Esse método é mais confortável para as crianças e evita traumas, pois não se usa o motor tão temido por algumas delas.

Nos casos de cárie precoce, antes do tratamento o especialista faz um condicionamento psicológico, que consiste em familiarizar a criança com instrumentais e materiais, criando um vínculo afetivo com ele em ambiente acolhedor e lúdico visando um tratamento sem medos e ansiedades.

O odontopediatra deve “olhar” a criança como ser global. Assim, na primeira consulta já pode detectar problemas como respiração oral, mastigação errada e hábitos prejudiciais como sucção de chupeta ou dedo e utilização excessivo de mamadeira. A respiração pela boca pode prejudicar o crescimento da face e das arcadas dentárias e comprometer o desenvolvimento geral da criança. Assim que percebe o problema, o dentista deve encaminhá–la para tratamento multidisciplinar, que envolve também fonoaudiólogo e otorrinolaringologista.

Precisa, ainda, avaliar possíveis desvios de crescimento dos arcos dentários e, se necessário, indicar a criança para o tratamento em Ortopedia Funcional dos Maxilares. Consiste da confecção de pistas diretas sobre os dentes ou de aparelhos removíveis, que podem ser usados a partir dos 4 anos, preparando os arcos dentários para receber os dentes permanentes. Outro problema comum nessa fase, o trauma dentário acomete principalmente crianças que estão aprendendo a andar. Mesmo traumas aparentemente leves devem ser avaliados. O primeiro atendimento é muito importante para o sucesso do caso, porque, dependendo do tipo e da gravidade do trauma, pode haver prejuízos para os dentes permanentes que estão se formando. Dentes de leite traumatizados devem ser acompanhados trimestralmente até a esfoliação.

Todos esses cuidados visam a formar uma Geração Cárie Zero, livre de problemas de oclusão e sem medo do dentista.

O odontopediatra deve conquistar a confiança dos “baixinhos”, mostrando-lhes que dentista não é bicho-papão.

* Lúcia Coutinho

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Marta Meireles

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