Destaques — 05 julho 2012
Pré-natal odontológico: mais saúde à mãe e desenvolvimento ao bebê

Existe um mito de que grávidas não podem fazer tratamento dentário e, por isso, às vezes até têm dificuldade de encontrar atendimento. Elas não só podem, como é fundamental que  façam pré-natal odontológico. Com isso, mantêm a própria saúde bucal durante a gestação e ainda colaboram para que seu filho se desenvolva bem e tenha dentes mais saudáveis no futuro.

O pré-natal é importante para o desenvolvimento do bebê e a manutenção da saúde da mãe. Mas a maioria das mães não sabe que, tão importante quanto visitar seu obstetra regularmente, é visitar o odontopediatra e fazer o pré-natal odontológico.

Na primeira consulta, o dentista avalia a gestante e a orienta sobre como evitar e/ou tratar as doenças para manter a saúde oral. Uma higiene deficiente pode levar à formação da placa bacteriana, que favorece o surgimento de doenças gengivais, como gengivite. Também as alterações hormonais características da gravidez tornam a gestante mais susceptível à doença. Quando não tratada, em geral evolui para uma periodontite podendo resultar em parto prematuro ou nascimento de bebê com baixo peso.

A gestante está mais vulnerável a presença de cárie, pela dificuldade de higienizar a boca, muitas vezes relacionada a náuseas e vômitos, comuns no período, e pelo aumento do número de vezes em que deve se alimentar, o que pode fazê-la negligenciar a higiene.

Embora haja diversos mitos nesse assunto, o atendimento odontológico na gestação é seguro! Deve ser feito de preferência a partir do segundo trimestre, quando a gravidez já está mais estável. Mas a grávida pode realizar tratamentos de urgência em qualquer época caso apresente dor ou infecção oral. Se precisar, pode até fazer radiografias com segurança, basta usar avental de chumbo.

Ela será instruída ainda a adotar uma alimentação balanceada e rica em fósforo, cálcio e vitaminas A, C e D, essenciais para a formação dos dentes. Ela deve alimentar-se bem não só pelo valor nutricional, mas também porque no quarto mês de gestação o bebê começa a desenvolver suas preferências de sabor. Assim, os alimentos que ingere podem influenciar no paladar da criança. A alimentação correta auxilia também na formação dos dentes de leite, que se inicia na sexta semana de vida intrauterina.

O odontopediatra vai orientar a gestante igualmente sobre a higienização de sua boca, bem como realizar profilaxias freqüentes e informar as vias de transmissão de bactérias da boca da mãe para o bebê. O pré-natal odontológico envolve também orientações quanto à alimentação do bebê, prevenção de doenças e cuidados com sua saúde oral.

A mãe receberá informações sobre como realizar a limpeza da boca do bebê e a importância do aleitamento materno. Além dos benefícios nutricionais e imunológicos, o aleitamento é importante para o desenvolvimento da face da criança. Ela nasce com a mandíbula menor em relação à maxila para facilitar sua passagem pelo canal do parto. O movimento de ordenha que faz ao sugar o peito materno promove o crescimento da mandíbula. Além disso, estimula o crescimento e o desenvolvimento orofacial, da respiração nasal, dos músculos da fala, da mastigação, da deglutição e posicionamento das arcadas. Se não pode amamentar, a mãe é orientada sobre o aleitamento artificial.

A primeira consulta da criança ao odontopediatra deve ocorrer entre 6 meses e 1 ano de idade, quando os dentes de leite começam a nascer. Portanto, primeiro dente é igual a primeira visita! Um pré-natal odontológico feito com amor, dedicação e orientação traz segurança para a futura mamãe e ensina que a saúde começa pela boca, especialmente pela boca da mamãe.

Lúcia Coutinho

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Marta Meireles

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